hoje acordámos depois de dormir muita bem, com mosquiteiro.
Comemos uma granda manga de pequeno almoço e mais umas bolachas e o que nos apetceu...
Depois saímos para beber café e comprar o jornal.
15 minutos depois seguimos viagem para a Game, loja grande com mtas coisas, supostamente para comprar tintas e mais pratos para podermos convidar amigos para jantar. A Game estava fechada...
Acabamos na piscina do polana com amigos, sol e uma piscina à maneira.
As árvores e nuvens encobriram o sol 1h30 depois e por isso zarpámos dali para ir comprar franco e pão fresco, para a saladona do jantar e para as tostas do almoço/lanche.
Depois de nos respatelarmos e de comermos uma serie da fox life decidimos ir finalmente despejar os restos das obras no lixo.
O lixo é um contentor daqueles das obras em portugal..
Tinha um homem sentado na borda e outro lá dentro fugasmente á procura e a comer restos de comida. Daqueles que ficam colados no fim do tacho ou frigideira, dos ossos, espinhas e caroços..
Vi com estes olhos eles a comerem mãos cheias de lixo....
Nunca senti tão viva a frase que a avó ou a mãe diziam ("comes tudo porque ha muita gente a morrer a fome") quando não nos apetecia comer aquele resto de bife da vazia, o o resto dos cereais kellogs fresquinhos...
quinta-feira, 1 de maio de 2008
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3 comentários:
Pa vocês, com um beijinho...*
O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio C
atando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira
Pa vocês, com um beijinho...*
O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira
O coração enternece-se e intelecto indigna-se.
Apetece chorar, eu sei... mas isso acontece-nos todos os dias, com as noticias que vimos e recebemos, com as histórias que nos contam - este e aquele. É bom, finalmente, sabermos dar valor aquilo que (eu próprio, durante muitos anos!) não soubemos compreender: "comer tudo porque há pessoas a morrer de fome" - MORRER DE FOME.
Estas e outras tantas calamidades que nos assolam mas que esbarram à nossa porta, na muralha do nosso conforto.
Segundo a parábola dos talentos, este enternecer-se que sentiram é um enorme talento que o Senhor nos deixa, que nos dá com todo o Seu amor. Porque nos enternecemos porque amamos.
A questão chata e difícil é: "e agora? enterramo-lo ou pomo-lo a render?".
Gosto muito de vocês, meus escabechezinhos de abetarda! =D
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